terça-feira, 21 de setembro de 2010

CALDEIRÃO DE SANTA CRUZ DO DESERTO – A UTOPIA DE BEATO LOURENÇO

       Abaixo, além do artigo sobre a romaria, um pequeno histórico sobre Caldeirão e o  making off das gravações, resumido em 10 fotos. Vejam e comentem:

Cruz do cemitério de Caldeirão e o que sobrou de sua muralha
(Fotos: Mara Paula - Valdecy Alves - quem copiar citar a fonte)

O sertanejo sem terra e oprimido reagiu na busca da Justiça Social, que sempre lhe foi negada, sobretudo através do cangaço e do messianismo. No cangaço temos mitos como Antonio Silvino e Lampião. No messianismo, Padre Cícero e Antonio Conselheiro, sem falar em Frei Damião e Padre Ibiapina, são os principais. Nesse mundo de santos e de milagres, a exemplo do que aconteceu em Israel, sobretudo no velho testamento, surgem os beatos, com a força dos profetas bíblicos. Um deles, o mais importante, Beato Lourenço, seguidor de Padre Cícero e fundador da comunidade de Caldeirão, no sertão do Crato, interior do Ceará.

O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto surgiu em 1926, em terras cedidas a Beato Lourenço por Padre Cícero. Em 1932, com a grande Seca, que lembrou a de 1877 e a de  1915, levas e mais levas de flagelados chegavam a Juazeiro do Norte pedindo auxílio a Padre Cícero, que os enviava para Caldeirão. Importante destacar que o nome Caldeirão se deve a um lajeiro, no leito de um riacho, que forma uma enorme piscina natural, com um formato de Caldeirão. Onde se acumula bastante água, a ponto de nos tempos de chuva chegar a ter 8 metros de fundura. Segundo seu Raimundo, que cuida atualmente do local, Caldeirão já conseguiu resistir a 10 anos, mesmo com poucas chuvas e secas, sem secar. Logo o local foi estrategicamente escolhido por Beato Lourenço, nessa acepção Caldeirão significa: ÁGUA! E água é vida.


Poço de Caldeirão - que deu o nome à comunidade - nunca seca

Interessante destacar o que fez o Governo Federal na Seca de 32: CRIOU 07 CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NO ESTADO DO CEARÁ, sendo o mais famoso deles o Campo de Concentração da Barragem do Patu, em Senador Pompeu, Ceará. Tema de estudos até da Universidade de Harvard. Onde encarceraram quase 20.000 pessoas, grande parte dizimada por uma epidemia de cólera, enterrados em valas coletivas, cujas almas para região do Sertão Central são milagrosas e o cemitério lugar de romaria e sagrado.

Gravação com vaqueiro aboiador

Igreja construída por Beato Lourenço no centro do que foi Caldeirão

Os governantes da época agiram prendendo, torturando e com a fome a que submeteram os flagelados, a maioria morreu vítima quando não da fome, do cólera que era fatal aos famintos . Tudo para se evitar o que ocorrera na Seca de 1877, quando Fortaleza, da elite cearense, que imaginava ser francesa, foi invadida por um sertão de flagelados. 

Chegada dos vaqueiros a Caldeirão

Na Seca de 32,  Padre Cícero e Beato Lourenço não só acolhiam o povo com respeito, como lhes arranjavam trabalho e comida. Fundamental para dignidade da pessoa humana. O Estado falhou, mais do que omisso, agiu excluindo e condenando à morte por sua negligência. Caldeirão de Santa Cruz do Deserto deu certo, tanto que provocou a ira desse mesmo Estado, que respondeu com ataques por terra e um bombardeio de avião, que aniquilou Caldeirão e os seus habitantes em 1937. MATARAM O POVO E TENTARAM  VARRER O LOCAL DO MAPA. SÓ FALTOU COLOCAREM SAL PARA NENHUMA PLANTA NASCER POR LÁ. Quando o Estado não matou nos campos de Concentração matou com balas e bombas de avião, o que macula a história da aeronáutica brasileira, cujo primeiro bombardeio matou simples camponeses desarmados. Caldeirão mostra a importância da participação popular e da democracia direta. Do povo não só emana o poder, como esse povo precisa exercitar esse poder mesmo depois do voto. O povo, poder maior e originário, não pode ser dizimado pelo poder menor que é o Estado, cuja rota não pode ficar apenas nas mãos da democracia representativa.


Gravação do primeiro depoimento - Entrevistado: Seu Raimundo

Romeiros em Caldeirão
        Experiência socialista rústica, teocrática com forte poder da religião, sem propriedade, o paraíso que sempre foi negado aos camponeses, que nunca tiveram terra para plantar, nem comida para sobreviver! Tão grande a miséria que posso resumir assim numa poesia do meu livro Embrionária:

O nordestino pobre
Tem como  felicidade
Obter qualquer emprego
Ter o que comer e onde morar
...........................................
O oásis só é paraíso
Para o náufrago do deserto

A estrutura social
Toda a engrenagem do Estado
E toda a tecnologia
Mesmo no Século XXI
Não conseguiram dar ao sertanejo
O que os animais
isoladamente
Alcançaram instintivamente



Única casa de Caldeirão - da época do bombardeio - que não foi destruída
Mas a memória está viva. A  capela de Caldeirão, uma casa, um cruzeiro, resquício do cemitério se encontram preservados. E o mais importante: CALDEIRÃO ESTÁ VIVO NA MEMÓRIA DO POVO. Bomba nenhuma, exército nenhum ou qualquer outra força têm o poder de apagar a memória imaterial, transmitida oralmente de geração em geração.

Estive em Caldeirão, na romaria do último domingo, dia 19/09/2010. Na noite anterior, em evento na Diocese do Crato, encontrei todas as dioceses do Ceará reunidas, encerrando-se o encontro na romaria. Tive o prazer de conhecer Padre Vileci, que não apenas é da Comissão Pastoral da Terra, como um profundo conhecedor da história de Caldeirão e da luta dos camponeses pela terra no Brasil. Dizem que Sócrates não seria lembrado se não tivesse sido condenado a beber Cicuta, tampouco que existiria cristianismo se Jesus não tivesse sido sacrificado. 


Gravando com Padre Vilecy - Comissão Pastoral da Terra



O BOMBARDEIO DE CALDEIRÃO E O GENOCÍDIO DOS SEUS HUMILDES HABITANTES, CAMPONESES POBRES, ANALFABETOS, FIZERAM CALDEIRÃO SALTAR DO SERTÃO DO CRATO PARA O SONHO E O ARQUÉTIPO DE UTOPIA DE TODO O SERTÃO, DE TODOS OS HISTORIADORES, DE TODOS OS SOCIÓLOGOS, ARTISTAS E SONHADORES. BOMBARDEARAM CALDEIRÃO COM BALAS E BOMBAS LANÇADAS DO CÉU E CALDEIRÃO MIGROU PARA O MUNDO DA UTOPIA UNIVERSAL E SERÁ ETERNO ENQUANTO HOUVER UM SONHADOR NO MUNDO! COMO EXEMPLO DE LUTA PELO DIREITO À VIDA E PELA DIGNIDADE HUMANA!

Romeiros em Caldeirão

Estive lá com uma equipe gravando imagens para um documentário sobre Caldeirão, que será lançado em breve tanto em Fortaleza quanto na internet. Aqui, neste artigo, fica minha impressão, pela mágica, fantástica e ímpar experiência vivida e agradeço a toda equipe que trabalhou  comigo nesse projeto: Fram Paulo, Karla Samara, Mara Paula, Meliées Kubrick, bem como a Flávio Alves e Ranuce Barreto, que cuidarão da edição. Viajamos ao todo 1.200 km, foram utilizadas 03 câmeras e duas máquinas fotográficas, além de outros equipamentos importantes. 

Fecho a presente matéria com uma indagação: QUAL DEVE SER O REAL PAPEL DO ESTADO BRASILEIRO AINDA SEM IDENTIDADE? ESSA RESPOSTA TEM QUE SER COLETIVA: DO POVO E GOVERNANTES! BEM COMO A CONSTRUÇÃO DESSE ESTADO. Abaixo uma música de Geraldo Vandré, que dedico a Beato Lourenço e aos que construíram Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, símbolo da utopia do povo excluído brasileiro (Disparada):




14 comentários:

Lazzarus disse...

Muito interessante a história desse lugar. Passei por Crato, no mais, o que conheço é de ouvir falar... O NE guarda ainda MUITAS histórias. É sempre enriquecedor ver que há os que não se conformam em escondê-las. Parabéns!

Robério Fernandes disse...

Parabéns pelo texto elucidativo. Embora você não seja historiador graduado, seu talento e amor pela história o torna um historiador nato. Avante!

SOS DIREITOS HUMANOS disse...

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

“As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado

O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

O CRIME DE LESA HUMANIDADE

O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, mas não o fazem porque para elas, os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” são mais importantes que as vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

A COMISSÃO DA VERDADE

A SOS DIREITOS HUMANOS em julho de 2010 passou a receber apoio da OAB/CE pelo presidente da entidade Dr. Valdetário Monteiro, nas buscas da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão, e continua pedindo aos internautas divulguem a notícia, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

Paz e Solidariedade,

Dr. Otoniel Ajala Dourado
OAB/CE 9288 – 85 8613.1197
Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br
http://revistasosdireitoshumanos.blogspot.com

Valdecy Alves disse...

Vejam matéria e fotos do making off das filmagens para o documentário sobre CALDEIRÃO DA SANTA CRUZ DO DESERTO, a comunidade que foi aniquilada, a exemplo de Canudos, por balas e bombardeios aéreos. Leia, Comente e divulgue: http://valdecyalves.blogspot.com/2010/09/caldeirao-de-santa-cruz-do-deserto.html

Ira Buscacio disse...

Valdecy,

Quero te parabenizar, pelo belo trabalho que esse Blog faz.
O Brasil que os brasileiros não conhecem.
Um absurdo, dos tantos que essa terra encobre. O genocídio do simples, do trabalhador, dos que mais sofrem. Que vergonha! Eu tenho!

Que esse grito seja ouvido e de alguma forma, se é possível, que seja acalentado.

Um bj

Sérgio Cerqueira Borges disse...

http://www.dihitt.com.br/VIVIANEEBORGES/enviadas

Sérgio Cerqueira Borges disse...

http://odia.terra.com.br/blog/blogdaseguranca/200808archive001.asp


Vigário Geral: tragédias por todos os lados
Por Gustavo de Almeida

"...Poucos sabem, mas há um PM no caso de Vigário Geral que acabou se tornando vitima. Trata-se de Sérgio Cerqueira Borges, conhecido como Borjão.
Borjão foi um dos presos que em 1995 já eram vistos como inocentes, colocados no meio apenas por ser do 9º´BPM. A inocência de Borjão no caso era tão patente que ele inclusive foi o depositário de um equipamento de escuta pelo qual o Ministério Público pôde esclarecer diversos pontos em dúvida.
Borjão foi expulso da PM antes mesmo de ser julgado pela chacina. Era preso disciplinar por "não atualizar endereço".
Borjão conta até hoje que deu depoimento em seu Conselho de Disciplina sob efeito de tranqüilizantes, ainda no Batalhão de Choque. Seus auditores sabiam disto. "No BP-Choque, fomos torturados com granadas de efeito moral as vésperas do depoimento no 2º Tribunal do Júri, cujos fragmentos foram apresentados à juíza, que enviou a perícia. Isto consta nos autos, mas nada aconteceu", conta Borjão, hoje sem uma perna e com a saudade de um filho, assassinado em circunstâncias misteriosas, sem que ele nada pudesse fazer.
"No Natal fui transferido para a Polinter. Protestei aos gritos contra a injustiça. e Me mandaram para o hospital psiquiátrico em Bangu mas, por não ter sido aceito, retornei e em dias fui transferido para Água Santa. Lá também fui espancado e informei no dia seguinte em juízo, estando com diversos ferimentos, mas sequer fiz exame de corpo delito. Transferido para o Frei Caneca, pude ajudar a gravar as fitas com as confissões e em seguida fui transferido para o Comando de Policiamento do Interior. Após a perícia das fitas fui solto. Dei entrevistas me defendendo e tive minha liberdade provisória cassada e me mandaram para o 12ºBPM a fim de me silenciarem. No júri, fui absolvido. Meus pedidos de reintegração à PM nunca foram respondidos".
A história de Borjão ao longo de todos estes 15 anos só não supera mesmo a dor de quem perdeu alguém na chacina. Mas eu não estaria exagerando se dissesse que Sérgio Cerqueira Borges acabou se tornando uma vítima de Vigário Geral. "Tive um filho com 18 anos assassinado por vingança. Sofri vários atentados e um deles, a tiros, me fez perder parcialmente os movimentos da perna esquerda. Sofro de diabete, enfartei aos 38 anos e vivo com um tumor na tireóide. Hoje em dia tento reintegração à PM em ação rescisória, o processo é o número 2005.006.00322 no TJ, com pedido de tutela antecipada para cirurgia no Hospital da PM para extração do tumor. Portanto, vários atentados à dignidade humana foram cometidos. As pessoas responsáveis nunca responderão por diversas prisões de inocentes? Afinal foram 23 inocentes presos por quase quatro anos com similares seqüelas. A injustiça queima a alma e perece a carne!", desabafa Borjão.
Borjão hoje conta com ajuda da OAB para lutar por sua reintegração. Mas o desafio é gigantesco.
Triste ironia do destino: o policial hoje mora em Vigário, palco da tragédia que o jogou no limbo.

A filha dele, no entanto, me contou há alguns dias que não houve tempo suficiente para esperar pela Justiça e pela PM - Borjão teve que operar às pressas o tumor na tireóide no Hospital Municipal de Duque de Caxias. A cirurgia foi bem. Sérgio Cerqueira Borges vai sobreviver mais uma vez.
Sobreviver de forma quase tão dura como os parentes de 21 inocentes, estas pessoas que sobrevivem mais uma vez a cada dia, a cada hora. No Rio de Janeiro é assim: as tragédias têm vários lados e a tristeza de quem tem memória dificilmente se dissipa. Pelo menos nesta data, neste 29 de agosto que nos asfixia."

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Prezado confrade Valdecy Alves!
Fiquei honrado em saber que você, um ilustre e atuante cidadão pleno, do pujante estado setentrional do Ceará, tornou-se um passageiro permanente do meu vagão do Expresso Oriente! Seja bem-vindo!!!
Seu vagão do Expresso Oriente é palpitante e nos brinda com matérias que nos possibilitam outros viéses para o tema em foco! Parabéns!
Que a deusa da Justiça e da Sabedoria o tenha como pupilo sempre!
Caloroso abraço! Saudações democráticas!
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP

Adriano Ferreira, CM disse...

incrivel. nao conhecia essa história. nossos livros sao tao pobres. ainda bem que existe gente como voce para contar ao mundo um fato como este, que deveria ser contado a todo aquele que deseja participar de uma sociedade mais humana e fraterna. pena que os poucos que nao querem, ainda tem mais força, mais armas....

Zezinha Sousa disse...

Parabéns, pelo belíssimo trabalho e pelo texto aqui publicado. Resgatar a história desse lugar para o mundo conhecer é de fundamental importância. Sou nordestina, de Pernambuco e adorei tudo o que li por aqui, espero conhecer o resultado final desse trabalho. Um abrço carinhoso.
Zezinha

orvalho do ceu disse...

Olá,
Tenha uma SURPREENDENTE E MARAVILHOSA primavera!!!
Excelente fim de semana!!!
Hoje ofereci a VOCÊ uma música especial... por seu meu seguidor.
Abraços fraternais

Mel Redi disse...

Excelente trabalho , caro Valdecy! Fiquei pasma! Quanta barbaridade sofreu nosso povo! PARABÉNS! PARABÉNS! Abraço da Mel

Sérgio Cerqueira Borges disse...

http://ondeoventofazacurvalagoinha.blogspot.com/ment

Marilda Oliveira disse...

Valdecy, Devemos continuar divulgando as verdades que a História do Brasil omite:http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br/2010/07/genocidio-no-ceara-ocorrencias-que.html

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